Lucro da Celpe cresce 62% em 2019


O primeiro ano após a sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) trouxe um resultado recorde ao grupo Neoenergia e suas distribuidoras, como a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe)  aqui em Pernambuco. Ao longo do ano passado, a Neoenergia alcançou um lucro líquido de R$ 2,229 bilhões, resultado 45,1% superior ao apurado em 2018 e que fez, pela primeira vez, a companhia elétrica superar a cifra de R$ 2 bilhões. Seguindo esse ritmo de crescimento, a Celpe teve um incremento de 62% no seu lucro, alcançando R$ 181,3 milhões ao longo de 2019. 

Se isolado o resultado apenas do quarto trimestre do ano passado, a Celpe saltou de um lucro líquido de R$ 17,7 milhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 71,4 milhões (Variação de 303,4%) no mesmo período de 2019. Considerando os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – o EBITDA – a companhia alcançou no quarto trimestre u resultado de  R$ 233,1 milhões (+22,4% no comparativo com o quarto trimestre de 2018). No ano, o EBITDA foi de R$ 826,7 milhões, variação de 21,8% se comparado o resultado do ano de 2018.

Nos últimos três meses de 2019,  a Margem Bruta,  que mede a rentabilidade do negócio, ou seja, qual a porcentagem de lucro por venda ou oferta de serviço, cresceu 10,2% quando comparado com o quarto trimestre de 2018, alcançando os R$ 417,9 milhões. No ano, a Margem Bruta atingiu R$ 1.599,5 milhões, crescimento de 11,2%. 

De acordo com o balanço da companhia, o resultado foi impulsionado “pela expansão na base de clientes e maiores temperaturas, gerando maior consumo – refletido na maior energia distribuída no período e também pela atualização do Ativo Financeiro da Concessão”, que foi impactado pela inflação (IPCA) mais alta no quarto trimestre de 2019 frente o mesmo período de 2018.

No ano passado, a Celpe chegou ao total de 3,757 mil clientes, crescimento de 1,8%, sendo acrescido 68 mil novos consumidores frente 2018. A maior alta veio do segmento rural, com 21,2%, seguido pelo segmento comercial (12,7%) e residencial (2,2%). Os clientes industriais ficaram praticamente estáveis, com 0,8% de crescimento. 

De acordo com a Neoenergia, o consumo residencial apresentou aumento em todas as distribuidoras (Coelba, Cosern, Elektro e Celpe), sendo na ordem dos  4,2%. A classe industrial cativa, cuja retração foi de 17,3% no quarto trimestre de 2019 e 12,7% em 2019 frente a 2018, teve, conforme a Neoenergia, seu comportamento influenciado pela migração de clientes para o Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Dívidas

As Despesas Operacionais da Celpe tiveram redução de 10,3% no quarto trimestre de 2019 e de -0,8% no ano. 2018. No os últimos três meses do ano, as Provisões para Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD) totalizaram R$ 37,1
milhões, aumento de R$ 13,0 milhões (53,9%) em comparação ao mesmo período de 2018.

A inadimplência, razão entre o faturamento e a PECLD, ficou em 1,99% no quarto trimestre  e 1,85% no ano passado, acima do limite regulatório de 1,40%.  Em 2019, a dívida bruta da Celpe, incluindo empréstimos, financiamentos, debêntures e instrumentos financeiros foi de R$ 4,4 milhões (dívida líquida de 4,1 milhões), caindo 2,1% frente 2018. Pelo menos 83% da dívida é de longo prazo, 

 A Companhia apresentou como resultado financeiro líquido uma despesa de R$ 79,8 milhões no quarto trimestre, contra
R$ 96,2 milhões no mesmo período de 2018, representando melhora de 17% (R$ 16,4 milhões). No ano, o resultado financeiro
registrou despesa financeira de R$ 337,5 milhões, montante R$ 50,9 milhões maior do que a despesa financeira líquida de 2018.

Desse total, o resultado de dívida e de gestão de caixa apresenta piora de R$30,1 milhões, dos quais R$ 37,9 milhões é de uma piora nas receitas de aplicações financeiras e encargos da dívida e R$ 7,8 milhões são fruto de variações monetárias e instrumentos financeiros derivativos. 

Com informações do JC Online.

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