Compadre Washington deve R$ 12,5 mil de pensão a um dos 10 filhos


Tímido e muito esperançoso, Luiz Filipe Oliveira Santos, 16 anos, tem guiado a vida sem a presença do pai, Washington Luiz Silva Santos, o Compadre Washington. O rapaz, que vive com a mãe, nunca teve seus direitos como filho do ex-integrante do grupo É O Tchan.

Luiz é um dos 10 herdeiros do cantor baiano, que os teve com seis mulheres diferentes. Muitos de seus filhos já completaram 18 anos, mas a maioridade só chegará daqui a 2 anos para Luiz, e, enquanto isso não acontece, o rapaz exige o reconhecimento de Compadre.


Em entrevista ao Metrópoles, o filho do artista de 54 anos revela uma dura realidade com o cantor. Fruto de um relacionamento de cinco anos, Luiz reclama da ausência do pai e da falta de compromisso. Segundo o jovem, morador de São Paulo, há quatro meses não recebe pensão, cujo valor está acumulado em R$ 12.500. Em abril teria sido a última vez que Compadre fez um depósito para o filho.

Essa não é a primeira vez que Compadre Washington atrasa o pagamento da pensão. Com valor estipulado de R$ 3.500 mensais, Luiz conta que o pai depositava o dinheiro sempre parceladamente. “Havia atrasos recorrentes, em alguns meses pagava, outros não. Sempre foi assim”, afirma.

A mãe de Luiz tentou brigar na Justiça em 2010. Na época, “foi expedido um mandato de prisão para ele [Washington], mas logo conseguiu fazer um acordo”. Após o incidente, Compadre teria pago parte do que devia e escapado da prisão.

Com os atrasos de pagamento e sem a ajuda depositada, Luiz afirma ter saído de uma escola particular após as mensalidades acumularem. Dessa forma, foi para uma escola pública, em 2016, e até hoje, a conta na outra instituição não foi acertada. “Fui amadurecendo e vendo o que acontecia”, explica o paulista.

Temendo retaliações por conta de seu emprego como comerciante de buffet, a mãe, que não quis se identificar, acabou por apoiar o filho nessa decisão, mas se manteve afastada.

Luiz explica que a mídia é o meio por onde, talvez, consiga a atenção do pai para a problemática. Porém, mesmo atendendo às obrigações, a relação dele com o filho é uma estrada esburacada.

Paternidade indiferente

“Meu pai só foi no meu aniversário quando eu fiz 1 ano. Em 2016, fui para Salvador [onde Compadre mora] passar os meus 15 anos com ele, mas não foi legal. Eu tenho sempre que procurá-lo, mandar mensagem, caso contrário, ele não fala comigo”, desabafa Luiz Filipe sobre o relacionamento com o cantor.

Luiz conta ainda que precisou recorrer ao Google para saber sobre o artista, pois não há conversa entre eles. “Vou pra Salvador e fico sem jeito de falar com ele. Não sei o que gosta, o que já passou e isso me deixa muito mal”, desabafa o garoto.

“Faço acompanhamento psicológico, terapia, porque é difícil. Vejo meus amigos elogiando os pais, mas não tive o meu”, argumenta o estudante de 16 anos. “Sempre tive apoio por parte [da família] da minha mãe, que sempre esteve comigo.”

A advogada Érica Zucatti da Silva, representante do rapaz, confirma o relato e diz que Washington “não quer nenhum acordo” e chegou a pedir ao filho para entrar na Justiça. Além disso, ao tentar contatar a advogada do cantor, Érica não teria tido sucesso.

Apesar do infortúnio, a profissional de São Paulo afirma já haver ação em andamento. Sobre o elo entre o cantor e seu herdeiro, Érica não hesita: “O pai é completamente ausente, trata Luiz com diferença em comparação aos outros filhos e não busca construir vínculos”.

O outro lado

Tatiluzia Abdalla Leite, advogada de Compadre Washington, nega conhecer qualquer descumprimento do cantor para com o filho. Para ela, “se efetivamente houver qualquer atraso de pensão ou desobrigação do pai, Luiz já teria brigado na Justiça”.

Segundo a advogada, a manifestação de Luiz Filipe é para chamar atenção e difamar a imagem do pai. “Infelizmente, as pessoas públicas estão suscetíveis a essa situação. Há quem usa falsas verdades na busca exclusiva de mídia para denegrir a imagem do outro”, argumenta.

Além disso, Tatiluzia afirma que a relação de Luiz com Washington é normal, e o garoto, inclusive, chegou a pedir para morar com ele. Devido aos últimos acontecimentos, porém, a advogada destaca: “Para a família do Compadre está sendo um espanto. Nunca sabíamos que ele [Luiz] tinha essa visão em relação ao pai. Washigton nunca teve esse sentimento em relação ao filho”.

Do Site Metrópoles

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