Pernambuco confirma morte por influenza A H3N2; total de casos passa de 40


André Longo e Demétrius Montenegro - Foto: Miva Filho/SES-PE

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou, nesta segunda-feira (20), 42 casos positivos de influenza A H3N2 no total no Estado. Todos esses casos foram confirmados por exame laboratorial. 

André Longo e Demétrius Montenegro - Foto: Miva Filho/SES-PE

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou, nesta segunda-feira (20), 42 casos positivos de influenza A H3N2 no total no Estado. Todos esses casos foram confirmados por exame laboratorial. 

No sábado (18), a SES-PE havia confirmado um caso por critério clínico-epidemiológico.

De acordo com o secretário de Saúde André Longo, o cenário do Estado aponta que já há transmissão comunitária da influenza em Pernambuco.

"Os casos confirmados foram detectados recentemente, mas não significa que são casos recentes", pontuou. "Acreditamos que o vírus já estava circulando há algum tempo, e essa circulação ficou mais intensa nessas últimas duas semanas", emendou.

O paciente que faleceu, segundo a SES-PE, apresentou quadro de falta de ar no último dia 9 e, no dia seguinte, procurou atendimento em uma UPA. Lá, foi intubado e transferido para a UTI do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), morrendo dez dias após haver sentido falta de ar. Ele teve o exame para Covid-19 negativo, sendo feito, posteriormente, o da influenza.

Síndrome gripal

O secretário revelou que houve aumento expressivo na procura de pessoas com síndrome gripal e resultado negativo para Covid-19. Como protocolo para os sintomáticos, os pacientes são testados para checar se é Covid. Dando negativo, é realizado o teste para a influenza.

Para colocar em prática essa testagem, a SES-PE irá enviar 50 mil testes rápidos de antígenos para as emergências dos hospitais privados.

Os principais sintomas da H3N2 são febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça.

Vacina da gripe

O médico e chefe do setor de Doenças Infectocontagiosas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Demetrius Montenegro, explicou que a vacina gripal este ano não é efetiva para a influenza.

"A H3N2 é uma variante nova que não estava na composição da vacina gripal deste ano" afirmou o infectologista.

Para a proteção, Demetrius indicou o isolamento do paciente por, em média, sete dias - sem o rigor do isolamento para a Covid - e o uso de máscaras, principalmente para os sintomáticos.

Por Marjourie Corrêa



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