A Secretaria de Saúde de Pernambuco confirma que serviços estão
sendo reduzidos nas Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAs) e
hospitais estaduais no atual cenário de crise financeira. Mas alega, em
nota enviada por sua assessoria, que as mudanças em escalas médicas e de
dentistas ocorrem apenas em horários de menor demanda, em que não se
justifica a oferta do serviço e que pode ser absorvida em outro local da
rede.
Diante de especulações sobre futuro fechamento de alguma
unidade, uma vez que organizações sociais já alertam para dificuldades
maiores se os atrasos em repasses estaduais se prolongarem, a SES
garante que não pretende desativar nenhum serviço. Como os recursos
estaduais não estão sendo pagos em dia às entidades que gerenciam as
unidades, salários de funcionários estão atrasados e as compras a
fornecedores de remédios e materiais estão sendo feitas em menor escala.
Leia a nota da secretaria na íntegra:
Nota de esclarecimento/Secretaria Estadual de Saúde
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclarece que, mesmo
diante do quadro de dificuldades por que passa todo o País, rechaça a
hipótese de fechamento de serviços e garante que todos os esforços são
no sentido de garantir a manutenção da rede de assistência aos usuários
do Sistema Único de Saúde em Pernambuco.
Neste momento, a SES vem realizando estudos de viabilidade e
dialogando com as Organizações Sociais que gerenciam as Unidades de
Pronto-Atendimento (UPAs) no sentido de readequar as escalas de plantões
de acordo com a demanda da população e o desenho da rede de
assistência.
Assim, algumas unidades estão tendo os serviços reduzidos
em horários onde não havia demanda suficiente para justificar a
manutenção e custeio da equipe, principalmente em alguns plantões
noturnos. No entanto, nestes casos, a decisão só foi tomada após o
mapeamento da rede, com a garantia de serviços que absorvam eventuais
necessidades.
É importante ressaltar também que a UTI 2 do Hospital
Getúlio Vargas está fechada para reforma e recuperação do espaço. Além
disso, a UTI Coronariana do Hospital Agamenon Magalhães está funcionando
com 12 leitos. Já o Barão de Lucena teve alguns leitos reduzidos
temporariamente por dificuldades na contratação de pessoal, mas a
direção da unidade, mas a direção, junto com a SES está trabalhando para
regularizar a situação.
Sobre o fechamento temporário de alguns serviços no
Hospital Miguel Arraes, no Maria Lucinda e na UPAE de Garanhuns, a SES
garante que não tem medido esforços no sentido de regularizar o repasse
às instituições, que são grandes parceiras da SES na ampliação do SUS em
Pernambuco, e que vem dialogando com as unidades para que a situação
seja resolvida de maneira rápida e responsável.
A SES lembra que a construção das UPAs em Pernambuco foi
fundamental para estruturar a rede de urgência e emergência na RMR,
reorganizando o fluxo e fazendo com que as grandes emergências
assumissem o seu papel de atender os casos de maior gravidade.
Sobre as Organizações Sociais de Saúde, é importante
ressaltar que essa forma de gestão é utilizada por diversos estados
brasileiros e, em Pernambuco, tem apresentado resultados positivos na
melhoria da assistência à população. Hoje, o custo médio por produção
das unidades administradas por OS chega a ser 36% menor que a produção
das unidades de administração direta.
É extremamente pertinente
esclarecer, ainda, que os modelos de administração direta e OSs não são
excludentes. Ao contrário, eles são complementares e, nesse sentido, o
Governo do Estado vai continuar aperfeiçoando e aprimorando-os.
Por fim, sobre a visita do governador ao ministro da Saúde,
o encontro teve o objetivo de apresentar, mais uma vez, as Unidades
Pernambucanas de Atenção Especializada ao executivo e solicitar apoio
para o custeio das unidades que já estão em funcionamento. Atualmente, o
Estado conta com nove UPAEs em atividade no Interior do Estado.
Via: PENotícias













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