Morreu na noite desta quinta-feira o rei Abdullah bin Abdulaziz, da Arábia Saudita, um dos últimos monarcas absolutistas do mundo. Abdullah assumiu o poder em 2005, após a morte de seu meio-irmão, o rei Fahd. O rei saudita será enterrado nesta sexta-feira.
O estado de saúde do rei vinha sendo acompanhado pelos mercados, já que ele comandava o maior produtor de petróleo do mundo, além da nação que tem enorme influência sobre os muçulmanos por abrigar os lugares mais sagrados do Islã. O monarca passou por várias cirurgias ao longo dos últimos anos associadas a uma hérnia de disco.
Abdullah será sucedido por seu meio-irmão Salman bin Abdulaziz Al Saud, que desde 2011 atua como minsitro da defesa. Em 2012 ele foi designado como princípe herdeiro. Salmane nomeou seu irmão Muqrin bin Abdulaziz como príncipe herdeiro e seu sucessor.
A morte do monarca saudita foi anunciada à tarde por uma TV libanesa, mas o governo saudita negou no Twitter que Abdullah estivesse morto. A confirmação veio horas mais tarde O anúncio de sua morte foi lido por um apresentador da TV local e foi transmitido aos fiéis na Caaba, principal monumento religioso de Meca.
No início do ano, Abdullah foi entubado às pressas, devido a uma pneumonia.“Depois dos exames médicos feitos pela equipe médica, tornou-se evidente que houve uma infecção pulmonar que exigiu a colocação de um tubo para ajudar na respiração de forma temporária nesta noite”, informou, na ocasião, a corte real em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias SPA.
Em 1962, Abdullah foi escolhido pelo rei Faiçal para comandar a Guarda Nacional, e em 1975, assumiu o cargo de vice-primeiro-ministro. Após a chegada do rei Fahd ao poder, em 1982, Abdullah tornou-se o príncipe herdeiro, e nesta condição, presidiu reuniões de gabinete, e governou o país como Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, em Meca e Medina.
Quando defensores de direitos humanos e da justiça social enviaram ao rei Abdullah uma petição, em 2003, pedindo um eleito parlamento, limites de mandato para príncipes em cargos do governo e acesso do público às acusações dos detidos por terrorismo, a maioria dos signatários foi presa e o nenhum de seus pedidos foram concedidos pelo rei.
Informações: PEN














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